O Zéfiro da maçã

Todos os dias, sites, revistas e blogs especializados impressionam com a velocidade que trazem novidades e tecnologias para facilitar nossa vida, seja no trabalho, no lazer, em casa e, por que não, na intimidade também.

Foi assim com os MP3 players, os notebooks, leitores de livros digitais e os smartphones, como o iPhone4. Um aparelho que já bateu todos os recordes de venda, mas que ainda tem muito a oferecer. A indústria pornográfica que o diga.

Bastaram poucos meses desde o lançamento do iPhone4 para que a indústria do pornô descobrisse o grande potencial de um dos seus recursos, o FaceTime. Com ele, o usuário pode realizar videoconferência no próprio aparelho.

Pensado nisso, empresas do ramo como a Pink Visual pretendem produzir conteúdo adulto, como videochats, sessões e ensaios com atrizes pornôs, como Teagan Presley, para transmitir pelo aparelho aqui. Mas claro, através de planos que podem custar em torno de US$ 5 a US$6 por minuto.

Agora, a Apple só precisa resolver como vai lidar com o assunto, já que, a princípio, não vai poder barrar o uso da tecnologia FaceTime para transmissão de conteúdo adulto. Afinal, é um serviço de videoconferência.

O fato é que o serviço é uma mão na roda – ou em outra coisa. Imagine ter vídeos exclusivos, entrevistas e cenas de filmes de suas atrizes pornôs prediletas ali no celular, pra ver onde, quando e como quiser. Se quem tem perto dos vinte anos e está acostumado com tanta novidade, já vai coçar a mão, imagine quem tem perto dos trinta ou mais, hein?

Há vinte anos atrás, um adolescente como eu e outros tantos da minha época  estava no auge da puberdade. Naquela época, tudo que tínhamos a mão eram ereções a cada cinco minutos, causadas por qualquer coisa que lembrasse uma mulher. E claro, aquelas revistas de “mulher pelada” – que hoje chamam de ensaio – e os “catecismos” do bom e velho Carlos Zéfiro. Um santo homem, que deu uma mãozinha para uma geração que sempre andava com uma das duas ocupada.

Na televisão, um seminu na novela já era muito. O auge eram as sessões de pornochanchada da “Sala Especial”, nas décadas de 70 e 80, na Rede Record. Mais recentemente tínhamos as viagens malucas e eróticas do soft core “Emanuelle”, que passava nas noites de sábado na Bandeirantes.

A verdade é que ter a sua atriz pornô preferida em ação na palma da mão sem comprar uma revistinha de “sacanagem” era algo inimaginável a alguns anos atrás. Mas parece que Steve Jobs, assim como Carlos Zéfiro, deu sua mãozinha para toda uma geração também. Talvez sem querer. Mas que deu, deu!

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